Psicoderme

Sunday, August 15, 2010

Não dá


Definitivamente foi a volta pra casa mais solitária.
Nuca gelada, extremidades das mãos dormentes.
Eu era a personificação da fúria, da angústia e da frustração.
Eu não cabia lá. Já coube um dia. Não mais.
Não tenho mais espaço.
Sou mais um. Não sou mais ele. Só mais um.
Sou muito menos altruísta do que eu pareço ser.
Não consegui. Não consegui. Não consegui.
Quero ficar feliz. Quero desejar o melhor. Mas não desejo. Simplesmente não passa. Não engulo. Não CONSIGO.
Definitivamente foi a volta pra casa mais solitária.
Foda-se.
Estou sendo bonzinho. Estou sendo legal. Estou sendo o homem crescido, sofisticado, que compreende as complicadas relações do mundo atual.
EU NÃO SOU ASSIM, CARALHO!!!!!!!!!!
Não aguento... Não queria estar lá... E ao mesmo tempo queria mais do que tudo.
Talvez seja necessidade de me torturar. Pra eu me mostrar de como eu fui um idiota. Como eu fui BABACA.
Estava tudo nas suas mãos, Phil. Você fudeu TUDO. TUDO. TUUUUUUUUUDOOOOOOO.
Parabéns.
Agora vai dormir logo antes que saia mais bosta aqui ou que você faça mais alguma merda estúpida.
Boa noite.
BOA NOITE É O CARALHO.

PS: Ótimo saber que essa merda toda foi acontecer justo na noite mais fria do ano. O caralho que o foda, pá...


Imagem de Meta-morphosis
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Wednesday, August 04, 2010

Half Empty


O que será que eu quero ecrever, heim? Sobre a minha falta de tempo? Não, ainda estamos no começo do semestre; não consigo ser tão cheio de tarefas tão prontamente. Sobre minha recente visita ao pronto socorro por intoxicação alimentar? Não, é muito sujo. Sobre minha falta de amigos? Não, é mentira - tenho muitos ao meu redor. Sobre o que então?

Bom, pelo jeito vai ser sobre algo que já mencionei antes: vazio.

Estou me sentindo muito estranho. Especialmente nesse último mês. Muito estranho. Estou me sentindo vazio. Como se tivesse algum sentido faltando. Tem coisa faltando. Tem muita coisa faltando esse semestre.

Acho que uma chama se apagou. Ou algo se esvaiu. Que merda! Não consigo muito bem identificar o que seja... Mas definitivamente tem algo de estranho. Acho que estou começando o semestre com o pé esquerdo.

Acho que é falta de algo profundo. Falta de um relacionamento mais profundo. Recentemente tenho me relacionado com pessoas muito superficialmente. Acho que tenho medo de deixar as pessoas se aproximarem. Sempre sou político. Sempre sou "um cara legal". Numa conversa, sempre faço perguntas. Sempre. Tento dar a menor quantidade de informação sobre mim mesmo. A menor possível. Sempre que EU estou falando, penso: "Phil, essa pessoa não está interessada no que você está falando. Isso não é interessante. Cala a boca e pergunta alguma coisa logo!". Sempre faço perguntas.

Mas esse comportamento sempre me acompanhou. Sempre fui muito mais "ouvidor" do que "falador" numa conversa. O estranho é que isso começou a me irritar recentemente. Tenho cada vez menos vontade de falar. Cada dia que passa me sinto mais e mais tímido.

Eu não era assim. Eu não fui sempre assim.

O que está acontecendo? Será que é isso que eles chamam de "envelhecer"?

Que merda...


Imagem de Pedro Moura Pinheiro
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Friday, January 22, 2010

Próxima paragem: Combatentes - Connection with bus


Hoje, depois de um dia completamente improdutivo e jogado no lixo (sem contar a parte da noite que fui ao bar com alguns amigos) eu começo a entender o que significa se despedir.
Começo a entender o que significa ter um prazo de validade.
Uma data de partida.
Sempre escutamos coisas do tipo: "Aproveite esses momentos! Aproveite os seus amigos! Eles não estarão aí pra sempre!". E sempre abanamos a cabeça num tom pejorativo, "Tá, tá, tá..."
A questão é que na situação atual, não existe "Tá, tá, tá...". As coisas são mais intensas. Aqui você responde com um "Tá bom!!!!" veemente, sai de casa pro bar a hora que for pra ver os amigos e tomar uma cerveja, porque você TEM UMA DATA DE EMBARQUE MARCADA.
Principalmente por ser do Brasil, eu sei que nunca mais verei 95% de todas as pessoas que conheci aqui nos últimos seis meses.
E quer saber? Isso é muito foda. Muito foda. MUITO foda.
Já não basta a gente chegar aqui, todo fodido, com fuso trocado, sem grana no bolso e sem conhecer ninguém. Não, tem que ser pior. Você sempre tem que ter na cabeça que isso tudo vai acabar.
Dei um "Pause" na minha vida em São Paulo.
Agora estou vivendo uma vida em "Fast-Forward" no Porto.
E tá foda.
Acabei de chegar em casa do barzinho. Hoje conheci mais duas pessoas: uma menina da Grécia e outra da Romênia. Ambas SUPER gente finas.
Mas de que adianta?
Pra quê?
EU VOU EMBORA DAQUI VINTE DIAS!
VINTE DIAS.
Sei lá... Não sei o que eu quero dizer mais. Não quero ser um cínico, falando "Foda-se" ao mundo, não é isso.
Mas sei lá...
Todos que chegam aqui estão no mesmo barco: ninguém conhece ninguém. No máximo, as pessoas saíram do seu próprio país com um amigo. UM amigo. E só. Mais nada.
TODOS estão na mesma situação. Cidade nova e não conheço ninguém.
Sinto pena daqueles que nem português falam! E olha que tem muitos!
É realmente frustrante pensar que vou voltar pro Brasil... E ao mesmo tempo, estou com MUITA vontade de voltar. Saudades do meu país, da minha família, dos meus amigos, DO MEU CALOR BRASILEIRO... Mas ao mesmo tempo, e tudo que eu construí aqui? Pra onde vai?
O pior é que mesmo que eu ficasse aqui por mais um semestre, as coisas seriam diferentes.
Você já voltou pro seu colégio antigo anos depois, só pra dar uma volta e ver como as coisas estão?
Então, essa seria a minha situação... 80% dos alunos de intercâmbio aqui ficam só por seis meses. Depois disso, assim como eu, voltam pra casa.
Casa....
Curioso o quanto o significado dessa palavra mudou pra mim nos últimos tempos....
Enfim, já falo sobre a "casa".
O Porto é lindo, maravilhoso e apaixonante. Definitivamente um lugar que eu moraria - cidade segura, transporte público ótimo e pessoas MARAVILHOSAS.
No entanto, o que mais me cativou aqui nessa minha jornada foram as pessoas que conheci.
Portugueses, brasileiros, holandeses, austríacos, tchecos, poloneses, espanhóis, romenos, húngaros, turcos...
E essas pessoas também vão embora daqui a pouco.
Voltar aqui pro Porto daqui alguns anos vai ser MUITO estranho.
O Porto pra mim significa tanta coisa! vinho verde, vinho do Porto, rio Douro, a ribeira, o piolho, ponte D. Luiz, linha do metrô Hospital São João - D. João II, Aliados, frio absurdo, aquecedor, máquina de lavar que demora três horas por ciclo, festas, festas, festas e infinitas festas....
É tanta coisa.... Tanta coisa...
Mas o que transformou isso tudo em algo tão especial foram as pessoas que aqui conheci.
Tiago, Peter, Erik, Reinhard, Tereza, Martin, Thamires, Luiza, Isadora, Jarbas, Francesca, Clelia, Albino, Pedro, Catarina, Emanuel.... E mais tantos... Tantos...
CAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAARAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAALHOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO...........
Eu amo essa cidade... Eu amo essas pessoas... Eu amo estar nessa cidade com essas pessoas...
Olha, de todas as coisas que eu já fiz na vida, eu tenho a mais absoluta certeza de que vir pro Porto foi uma das melhores. Eu não troco essa experiência por nada na minha vida.
Não troco e pronto.
Começo a ficar triste só de pensar no dia em que eu ficar velhinho e minha memória estiver falhando a ponto de não conseguir lembrar dos meus tempos passados aqui...
Eu sei que sou uma pessoa exagerada... Mas FODA-SE, CARALHO, PÁ!
Eu acho que vou ter sérios problemas de adaptação ao voltar pro Brasil.
Enfim, não é sobre isso que eu quero falar.
Vou retomar o assunto "casa".
Essa palavra...
Essa pequenina palavra, com suas inofensivas quatro letrinhas...
Ela mudou tanto de significado pra mim nesses últimos tempos...
Não sei nem por onde começar, hahahaha....
Quer saber?
Acho que vou deixar pra outra vez...
Estou com fome.
Estou com sono.
Estou cansado.
Escrevo algum outro dia em que eu estiver um pouco mais animado.
Esse post me esgotou.

Beijos,


Phil


Imagem: Eu mesmo

Saturday, April 11, 2009

Eu, eu e mais eu


Faz um bom tempo que...
Não! Não comecarei este post discursando de quanto tempo faz que eu não escrevo, o quão bem escrever me faz e que isso deveria ser um hábito. Não vou e pronto, não adianta pedir.
Vou simplesmente começar a escrever.
Ponto final.

Há algum tempo tenho uma sensação estranha ao voltar pra casa.
Não sei exatamente o que é. Também não posso dizer "Nossa, faz tempo que não me sinto assim", pois não me lembro de ter me sentido dessa forma nenhuma vez antes.
As noites vêm me sendo cada vez menos amigáveis.

Que saco. Estou me podando. Estou pensando nas centenas de pessoas que podem ler isso (OH, como eu sou popular) e interpretar das milhares de diferentes formas possíveis. Não quero receber pseudo-influências.

As noites vêm sendo cada vez menos agradáveis. Tenho querido dormir cada vez menos. Talvez seja pra aproveitar coisas gostosa, tais como uma simples presença.
A saudade é algo muito delicado.
Aliás, a saudade é um sentimento muito perigoso: é capaz de mudar muitas coisas nas nossas cabeças. Bom, me desculpe caso tenha te incluido nessa sem permissão prévia, caro leitor. Talvez não mude na sua, mas estou bastante ciente de que na minha ela não funciona de uma maneira muito elegante.

Já é a quarta ou quinta vez que volto da casa dela (ou de simplesmente estar com ela) e fico com essa sensação estranha.
Muito estranha.
E agora, mesmo os meus olhos estando cansados, as minhas costas doendo, minha cabeça pedindo descanso, eu não quero dormir.
Estou pensando em terminar de escrever, voltar para o meu quarto e começar a ler.
Acho que eu sou muito "eager to please". Deve ser isso.
Não gosto muito de ser assim.
Acho que me coloco abaixo das coisas. Dos outros.
Eu não posso ser assim.
Não posso deixar as coisas serem assim.

É que é mais fácil.
É muito mais bonito.
Lavo louça, carrego as malas, mando os trabalhos, faço elogios, ajudo, ajudo e ajudo.

Não tenho certeza se o que recebo em troca vale a pena.
Quer saber?
Acho que não faz muita diferença.
Provavelmente vou continuar sendo assim.
Eu me conformo com a situação. Como eu falei: é mais fácil.
Requer muito ser egoísta.

-Phil, existe o egoísmo bom.
-Eu sei. Mas olha só, além de tudo, estou escrevendo um texto de como eu sou altruísta. Não é bonito?

Tenham pena de mim!
Tenham dó de mim!
Sintam compaixão por mim!

Pensei em uma possibilidade hoje.
Na verdade eu sou muito mais egoísta do que eu me mostro. MUITO mais.
A diferença está em como eu demonstro esse egoísmo.
Quando desejam algo, os outros egoístas pedem, mandam ou simplesmente correm atrás.
Eu não. Eu faço o caminho inverso: eu dou. É um altruísmo às avessas.
Everything that goes around comes around.
O.K., so lets get a whole bunch of shit going around, then!

Acho que é aí onde mora a minha escuridão.
Não sei nem definir o que é.
Mas esse é um dos meus defeitos.

Outra questão muito interessante é o quão egocêntrico eu consigo ser também.
Olha só, no meu próprio blog estou escrevendo um texto inteiro sobre MIM MESMO! É o cúmulo!
Enfim, não era esse o exemplo que eu queria dar.
A questão é que eu fiquei grande parte das minhas férias do começo deste ano prestando atenção e refletindo sobre como as pessoas não dão o mínimo valor nem e nem ligam para seus interlocutores.
Comecei a reparar nas conversas daqueles que estavam próximos a mim e consegui perceber nitidamente que a enorme maioria das pessoas estão somente esperando o outro terminar de falar para introduzir o seu PRÓPRIO tema. Bom, não é tão mal assim - as pessoas podem até continuar no mesmo assunto, mas o que mais importa é dar a sua opinião; depois de expimí-la, o assunto vira tão interessante quanto a lata de lixo na sala ao lado (assumindo que você não é um lixólogo ou alguém que tenha fetiche por esse tipo de coisa).
As pessoas não têm sensibilidade!!!!
É IMPRESSIONANTE!!!

Sabe o que é pior?
Quando voltei para a minha vida de São Paulo, comecei a perceber que 99% das vezes que eu abro a boca é pra fazer exatamente o que eu tanto odeio que os outros façam - fazer auto-referências, contar minhas experiências pessoais e FODA-SE O RESTO!!!!

COMO QUE ISSO FOI ACONTECER?

Sabe o que é escroto também?
Estar no meio de uma conversa com alguém e ter duas coisas na cabeça:
1) A vontade de exprimir essa minha experiência e/ou opinião do tema (lado egocêntrico);
2) A plena noção da falta de sensibilidade que é interromper o assunto simplesmente para adicionar praticamente NADA à conversa.

Honestamente, me sinto um pedaço de cocô ambulante quando percebo essas coisas.
Quer saber de uma coisa? Tenho percebido isso cada vez mais.

Já que é hora de falar mal de mim mesmo no meu próprio blog ultra egocêntrico, então vamos lá, é pra arrebentar a boca do balão e fazer do jeito certo.

Outra coisa que tem me irritado no meu jeito de ser é a minha aparente dúvida de tudo que os outros dizem.
Exemplos:

A.
-Nossa Phil, saí com uma mina linda ontem!
-Jura?

B.
-Phil, minha mãe não tá se sentindo bem.
-É mesmo?

C.
-Phil, são sete e meia da noite.
-Ah, você tá brincando?

D.
-Phil. Tem um negócio no seu dente.
-Sério?

AAAAAAARGGGHHHHHHHHHHHH!!!!!!!!

CARALHO, odeio isso.
O pior é que eu não duvido dos outros - é só uma expressão idiomática (bonito, né?)! É como se fosse simplesmente um "Nossa!", mas com um ponto de exclamação um pouco mais curvo. Só!

Acho que eu guardo muita coisa.
Isso é parte do egoísmo: MEUS pensamentos, MEUS sentimentos, MEUS MEUS MEUS!!!

Esse mundo deveria ser menos claustrofóbico (tenho usado muito essa expressão recentemente). Estamos (eu, pelo menos) em um lugar cercado pela corrupção e pela burocracia onde pessoas boas, que simplesmente querem fazer do mundo um lugar melhor, não possuem espaço!

O futuro me assusta.
Mas vai além da claustrofobia da situação paulistano-brasileira (como se houvesse alguma outra forma paulistana a não ser a brasileira).

Hoje assisti, dentre outros, "A primeira noite de um homem", com o Dustin Hoffman. É um ótimo filme. Não vou descrevê-lo agora, estou com preguiça (ai, que saudades do trema). Se quiser vá ao IMDB e descobre. Se chama "The Graduate" em inglês - apesar de não ter muito sentido, é muito mais apropriado do que o título em português.
Voltando ao filme: muitas vezes fiquei com raiva do personagem principal por ser do jeito que é.
Eu me enxerguei naquele filme.
E me dava raiva.
Pra falar a verdade não sei se era raiva ou tristeza.
Só sei que não era gostoso.
Mas o filme é sensacional, recomendo com dois dedões pra cima (nossa, essa expressão realmente fica uma bosta em português)!

Pois é, continuo estranho.
Acho que tem algo a ver com ela.
Juro que não consigo entender essa sensação.
É, tem a ver com ela sim.
Acho que vou ficar mais uma noite sem entender muito bem. Na verdade not at all.
Pena que não tem escola pra isso.
Quem sabe se eu soubesse pintar, dançar, cantar. Talvez aí eu poderia exprimir tudo que eu sinto. Mas infelizmente eu não pinto, eu não danço e não canto - juro que não é por falta de tentativa.

Apesar da língua ser uma das ferramentas essenciais para o funcionamento do homem, acredito que ela o deixe viciado demais, limitado demais.
Os diálogos deveriam ser sinestésicos!
Conversas com cheiros, músicas, imagens, gostos e gestos além de só palavras.
Uma população totalmente sinestésica!
Chorar seria azul.
Os nomes teriam gosto de ketchup ou de salsinha.
Uma música teria cara de lobo.
E uma xícara de chá seria uma sinfonia inteira.

Boa noite e até a próxima.
Um enorme beijo,

Phil


Imagem de silviothemilvio
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Wednesday, October 01, 2008

Please, let me wash them


Acho que estou em uma das piores rotinas que eu já tive até hoje...
Acordo às 5h30 da manhã mais ou menos pra dar comida e remédios pra Candy (minha cã), tomo banho, café da manhã e vou pra faculdade. Tenho aula até as 16h40. Aí, volto pra casa correndo, dou mais comida e remédios pra Candy, volto pra faculdade e entro no ensaio do teatro que vai das 18h até 23h. Aí chego em casa lá pelas 23h30, janto enquanto tento descansar um pouco (isso se eu não janto estudando japonês) e depois subo para o micro pra fazer as várias tarefaz/pendências do dia.
Nessa história toda, não dá pra ir dormir antes das 1h30 da manhã.
Sério, tá muito foda.
Tá MUITO foda.
E tem estréia da peça semana que vem.

AAAAAAAAAARGHHHHHHHH...

Desejo descansar... Desejo respirar calmamente de novo...

Boa noite, seres humanos.


Imagem de the roadiegirl
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