Animes de novo

O motivo exato das lágrimas eu não consigo expressar. Dessa vez não é por falta de competência com as palavras, mas por real desconhecimento.
Sinto-me tomado por uma áurea nostálgica. Acho que é isso.
Agora há pouco assisti o último episódio daquele anime "School Rumble" e senti um aperto no coração. Sabe quando não queremos que as coisas acabem? Pelo menos não agora?
Pois é. Um aperto. Uma saudade do que acabou de acontecer.
Difícil explicar, realmente difícil. Mas com certeza quem já leu algum livro um pouco mais comprido ou assistiu todos os episódios de alguma série certamente sabe do que estou a falar.
É como se desejássemos que o livro tivesse mais páginas ou que o programa tivesse mais um último episódio.
Lembro que chorei ao terminar de ler o Senhor dos Anéis exatamente por isso. Queria que ele continuasse. Enquanto eu lia, mais eu via a quantidade de páginas seguradas pela mão direita diminuir, mas por alguma razão me parecia que iria durar pra sempre, apesar de que no fundo no fundo, eu sabia que havia um fim.
Com animes sempre é a mesma coisa. Nunca quero chegar no fim apesar de querer chegar o mais longe no menor espaço de tempo possível.
Mas quando o fim efetivamente chega...
É tão triste... Sinto um vácuo dentro de mim.
E hoje não foi nada diferente. Terminei de assistir o School Rumble e me senti meio mal.
Vim pro micro pra tentar deixar a sensação de lado, mas não deu.
Não sei por quê, mas acabei abrindo o YouTube e assistindo a abertura de Evangelion.
Esse anime me marcou profundamente. Com certeza é uma das obras mais lindas e completas que eu já assisti na vida. Gostava demais de todos os personagens e me preocupava com cada um deles. Ficava intrigado com a aparente frieza da Rei e com a teimosia e orgulho da Asuka.
Em vários momentos do anime fui levado às lágrimas e explosões sentimentais. Sentia aquela energia em cada centímetro da minha pele. Realmente me comovia com o desenho.
E assistir a abertura me fez lembrar de vários momentos magníficos de toda a série. Principalmente de alguns momentos dos longa-metragens.
Realmente é uma obra tocante. Aconselho para qualquer fã de animação japonesa, se é que não conhecem. Aconselho também para aqueles que não gostam de animes. Quem sabe as coisas não mudam, não é mesmo?
Enfim, voltando à abertura.
Então assisti a abertura uma segunda vez, desta vez acompanhando a música cantando baixinho o pouco que lembrava. E foi aí que começaram a brotar os sentimentos de verdade.
Ao terminar, fui logo para a abertura de Yu Yu Hakusho - primeiro em japonês e depois em português. Mais uma vez acompanhei as músicas cantando o pouco que lembrava, mas dessa vez já estava chorando de verdade.
Passei pra abertura do Jaspion, mas não senti a mesma emoção. Portanto voltei aos desenhos - procurei a abertura do Cavaleiros do Zodíaco cantada pelo Angra e fiquei ouvindo às lágrimas mais uma vez. Não cantei simplesmente porque não sabia as letras.
Mas foi realmente impressionante o quanto essas aberturas me comoviam.
Realmente estranho.
E o mais bizarro é que o conjunto de tudo foi o que realmente me comoveu - a música, as imagens, as letras (compreensíveis ou não), as cores, os kanjis...
Em outros posts eu já disse que meu estado de esírito é muito influenciado pela música. Sou muito facilmente levado pela música para os lugares mais distantes e ao mesmo tempo profundos do meu ser.
Acredito que esses desenhos também funcionam desse jeito.
Despertam emoções que normalmente não são tocadas. Lugares que não ativo. Penetram em alguns lugares secretos da minha mente e do meu coração que nem eu sabia que existia.
É estranho. Realmente estranho.
Mas acho que é por isso que nunca posso parar de assistir esse tipo de desenho então.
E nunca pararei mesmo.
Só quando eu chegar no meu último episódio. Na minha última página.
Mas eu já sei que isso nunca vai acontecer, não é mesmo?
Até mais tarde e uma boa noite a todos,
Phil
Imagem de autor desconhecido
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